Professora da rede estadual recebe o prêmio 'Mulheres Negras que Inspiram'

Coordenadora do Serviço de Educação do Campo e da Diversidade da Seed é homenageada pela Seasic por seu trabalho em defesa da equidade racial no am...

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Professora da rede estadual recebe o prêmio 'Mulheres Negras que Inspiram'
Secretária da Seasic, Érica Mitidieri, a professora Geneluça, e a secretária da SPM, Danielle Garcia/Fotos: Maria Odília

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) celebrou, nesta terça-feira, 22, a homenagem concedida à professora Geneluça Santana, coordenadora do Serviço de Educação do Campo e da Diversidade, do Departamento de Educação (DED). Ela recebeu o I Prêmio Mulheres Negras que Inspiram, promovido pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic). A solenidade integrou a programação do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela, realizada no auditório da Seasic, em Aracaju.

A primeira-dama e secretária da Seasic, Érica Mitidieri, ressaltou a importância da premiação como momento de valorização e reconhecimento das mulheres negras que atuam em diversos setores da sociedade sergipana, como advocacia, jornalismo, educação, cultura e empreendedorismo. “Esse é o momento de celebrar a grandeza da mulher em sua multiplicidade — empreendedora, profissional, líder. Nesta gestão, escolhemos valorizar esse poder, fortalecer a autoestima, o espírito empreendedor e a certeza de que somos capazes de transformar. Hoje, recebemos com alegria mulheres de diversas áreas, todas verdadeiras inspirações de coragem, resiliência e resistência. Este primeiro Prêmio representa nossa gratidão a essas mulheres extraordinárias”, comemorou.

Geneluça Santana é professora da rede estadual de ensino e tem trajetória marcada pela defesa da diversidade e pela construção de políticas educacionais inclusivas. À frente do Serviço de Educação do Campo e da Diversidade da Seed, ela articula projetos, formações e ações voltadas ao combate das desigualdades no ambiente escolar, ampliando oportunidades e fortalecendo identidades.

Ao longo de sua carreira, Geneluça tornou-se referência na implementação de políticas educacionais antirracistas, integrando saberes acadêmicos, experiências da escola pública e diálogo com as comunidades. Sua atuação vem sendo reconhecida por educadores e gestores de todo o estado como essencial para a construção de uma educação mais justa, plural e transformadora.

Na ocasião, Geneluça Santana expressou orgulho pelo reconhecimento de seu trabalho. “É olhar para trás e ver tudo o que você estava fazendo que, por mais que a gente pensasse estar invisível, muito pelo contrário, deu visibilidade”, disse emocionada.

Selo Escola Antirracista: valorizando boas práticas

A Secretaria de Estado da Educação coordena duas iniciativas estruturantes para promover a equidade racial nas escolas da rede pública estadual: o Protocolo Antirracista e o Selo Escola Antirracista Professora Maria Beatriz do Nascimento. O Protocolo Antirracista, lançado em setembro de 2024, orienta os profissionais da rede sobre como prevenir, enfrentar e registrar casos de racismo nas escolas, estruturando canais institucionais e ações pedagógicas voltadas à diversidade racial.

Já o Selo Escola Antirracista é um reconhecimento anual às escolas que desenvolvem atividades pedagógicas ao longo do ano para combater o racismo e valorizar as culturas afro-brasileira, indígena e quilombola. Desde sua criação, em 2023, o selo tem crescido significativamente. Na primeira edição, 123 escolas foram certificadas; em 2024, esse número subiu para 170, representando aumento de aproximadamente 38%; em 2025, as inscrições encerraram-se em junho e alcançaram 260 escolas candidatas, e a perspectiva da Seed é que todas sejam premiadas, com a meta de, em 2026, envolver toda a rede estadual, composta de 318 unidades.

Em avaliação, a coordenadora Geneluça Santana destacou o impacto contínuo dessas iniciativas. “Em 2023, as escolas apresentaram ações pontuais e, hoje, já percebemos ações que duram todos os dias letivos do ano, reverberam nas práticas, perpassam o conteúdo pedagógico e se traduzem em ações concretas no cotidiano”, afirmou.

Assim, tanto o protocolo quanto o selo consolidam um avanço significativo na implementação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, promovendo ambiente escolar mais acolhedor, equitativo e comprometido com a redução das desigualdades educacionais entre estudantes negros em Sergipe.

Reconhecimento público

Para a Secretaria de Estado da Educação, a homenagem concedida à professora Geneluça Santana representa não apenas o reconhecimento de uma trajetória individual, mas, também, a valorização de todas as educadoras negras que, diariamente, constroem uma escola pública inclusiva e antirracista em Sergipe.

Além da professora Geneluça, o I Prêmio Mulheres Negras que Inspiram também homenageou outras 14 mulheres inspiradoras: Luislinda Dias de Valois Santos, Zefa da Guia, Nadir da Mussuca, Wezya Ferreira, Mãe Jacira de Ogum, Bianca Oliveira, Tatiane Costa, Thiara Menezes, Iara Lins, Iyá Sônia Oliveira — Yalorixá, Geonísia Vieira Dias (Nice), Patrícia Santos de Jesus, Daniela Gasparelly e Valdilene Oliveira Martins.

O evento contou, ainda, com a Feira Afro de Mulheres Empreendedoras e apresentação de duas cenas da peça 'A Elza que vi', produzida por estudantes e professores do Projeto Alma Africana, do Centro de Excelência Nelson Mandela, em Aracaju.  
 

Ao todo, 15 mulheres foram homenageadas
Ao todo, 15 mulheres foram homenageadas
Ao todo, 15 mulheres foram homenageadas


FONTE: Secom Sergipe
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