Crianças do Gama Sul aprendem sobre cidadania e meio ambiente

Intitulada Meio Ambiente e Direito à Cidade, a iniciativa contou com bate-papos, jogos lúdicos, passeios e oficina de reciclagem

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Crianças do Gama Sul aprendem sobre cidadania e meio ambiente
Crianças e adolescentes atendidos pelo Cecon Gama Sul durante atividade | Fotos: Divulgação/Sedes
“As atividades desenvolvidas nas unidades trazem reflexões sobre a possibilidade do exercício de escolha e modificação dos espaços de vivência e convivência. O objetivo é estimular esse sentimento de pertencimento como forma de prevenir situações de risco social”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

Em alusão ao mês do aniversário de Brasília, o Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) Gama Sul preparou atividades para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos de idade que frequentam a unidade. A iniciativa, intitulada Meio Ambiente e Direito à Cidade, teve bate-papos, jogos lúdicos, passeios a espaços culturais da cidade e oficina de reciclagem.

Essas atividades especiais, desenvolvidas pelas unidades socioassistenciais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), foram divididas em três tópicos: O meu meio ambiente, Eu atuando no meio e A cidade que eu quero. A ideia é fazer com que esses meninos e meninas tenham uma percepção do território onde vivem, possam se sentir pertencentes àquele espaço e contribuir do seu jeito com a comunidade.

Crianças e adolescentes atendidos pelo Cecon Gama Sul durante atividade | Fotos: Divulgação/Sedes
Crianças e adolescentes atendidos pelo Cecon Gama Sul durante atividade | Fotos: Divulgação/Sedes
Crianças e adolescentes atendidos pelo Cecon Gama Sul durante atividade | Fotos: Divulgação/Sedes

“O direito à cidade é mostrar que a capital é um bem comum, então todos precisam ter acesso aos recursos urbanos. Não restringimos a temática do meio ambiente apenas à natureza. A proposta foi incluir todo o ambiente que eles vivem: o bairro, a casa, a escola, o Centro de Convivência. Além de falar sobre o aniversário de Brasília e trazer isso para a realidade deles, que são meninos e meninas que moram na periferia e vivem em outro contexto”, explica a chefe do Cecon Gama Sul, Flávia Mendes.

“Pensamos em atividades lúdicas que promovam um olhar mais crítico sobre o território, a responsabilidade social e afetiva com esse espaço. Daí a ideia de fazer um debate sobre o descarte correto do lixo e a importância da reciclagem”, reforça. “Na próxima semana, teremos uma atividade para que a criança aponte os problemas da área onde mora. Se tem buraco, se falta estrutura, e pense em como melhorar isso.”

Rafaela Fernandes participou da oficina de reciclagem
Rafaela Fernandes participou da oficina de reciclagem
Rafaela Fernandes participou da oficina de reciclagem

Quem participou da oficina de reciclagem e gostou do resultado foi Rafaela Fernandes, de 12 anos. “Eu fiz um sapinho com rolo de papel higiênico. Achei interessante, nunca tinha pensado em fazer isso. A professora deu várias opções, muita gente preferiu fazer um binóculo ou uma cobra”, conta.

“O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) tem esse olhar amplo para integração do indivíduo à comunidade onde ele está inserido. As atividades desenvolvidas nas unidades trazem reflexões sobre a possibilidade do exercício de escolha e modificação dos espaços de vivência e convivência. O objetivo é estimular esse sentimento de pertencimento como forma de prevenir situações de risco social”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha

Cecon Gama Sul

Gerenciado pela Sedes, o Cecon Gama Sul atende hoje cerca de 100 pessoas de famílias em situação de vulnerabilidade social, com grupos de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, adolescentes entre 15 e 18 anos e idosos com mais de 60 anos

Segundo o diretor de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Sedes, Clayton Andreoni Batista, independentemente da unidade e da faixa etária atendida, o processo de planejamento das iniciativas ocorre da mesma forma: a equipe avalia o território e as situações de vulnerabilidade social vivenciadas pelos usuários daquela localidade para aquelas faixas etárias atendidas.

“Com base nessa avaliação, são definidos os objetivos a serem alcançados, o número de encontros, as temáticas a serem desenvolvidas e as estratégias, que podem ser diversas. Pode ser um filme, um bate-papo, um passeio, um esporte, uma atividade manual. Mas são todas atividades conectadas para alcançar determinados objetivos dentro da política de assistência social e proporcionar o desenvolvimento de potencialidades, habilidades e afirmação de direitos dos indivíduos atendidos”, finaliza o gestor.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF


FONTE: Agência Brasília
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